Abelardo
e Heloisa os amantes imortais
·
1. Um dos mais belos túmulos que
se encontra no Cemitério Pére Lachaise é o de Pierre Abélard e Héloïse,
protagonistas de um trágico romance interrompido na Paris medieval do século
XII.
·
2. Conhecidos como os amantes
imortais, Heloísa e o filósofo Pedro Abelardo foram vítimas da rigidez da época
medieval, que proibia o relacionamento entre professor e aluna. Sem conseguirem
controlar a paixão que os arrebatou, tornaram-se amantes e seus encontros na
fase mais secreta da relação, aconteciam em claustros ou sacristias e
adjacências de igrejas, únicos locais que Heloisa podia freqüentar sozinha, a
despeito da culpa que o ato de se amarem em solo sagrados lhes provocava.
·
3. Antes de se conhecerem,
Abelardo havia sido transferido e nomeado professor pela Escola da Catedral de
Notre Dame, tornando-se, em pouco tempo, muito conhecido por admirar os
filósofos não-cristãos, numa época de forte poder da Igreja Católica. Ainda
assim foi o mais ilustre filósofo e teólogo do séc. XII, e escreveu “A
Dialética”, obra de Lógica mais influente até o final do séc. XIII em Roma,
onde foi usada como manual escolar.
·
4. Há versões variadas sobre o
primeiro encontro. Segundo alguns, Heloísa, que já ouvira falar sobre Abelardo
e se interessava por suas teorias polêmicas, tentou se aproximar dele através
de seus conhecidos no meio acadêmico. Segundo outra versão, Abelardo tornou-se
amigo do Cônego Fulbert , tio e tutor de Heloísa, que o aceitou como o mais novo
professor de sua sobrinha, hospedando-o em sua casa, em troca das aulas
noturnas que ele lhe daria.
·
5.
A despreocupação de Fulbert em
relação à convivência dos dois baseava-se no fato de que na época os mestre e
educadores eram celibatários e castos. Além disso havia a sagrada lei da
hospitalidade que impediria Abelardo de trair a confiança de seu anfitrião. Mas
em pouco tempo as aulas passaram a ser ansiosamente aguardadas por ambos e,
contando com a confiança de Fulbert, passaram a ficar a sós. Fulbert ia dormir,
e a criada retirava-se para o quarto ao lado.
·
6. Em alguns meses, conheciam-se
bem, e a ânsia de ficarem juntos só aumentava. Um dia Abelardo tirou o cinto
que prendia a túnica de Heloísa e os dois se amaram apaixonadamente. A partir
desse momento, negligenciaram os estudos, passando a viver em função do amor
que sentiam um pelo outro.
·
7. Carta de Abelardo a um amigo:
“ Sob o pretexto de estudar, entregávamos inteiramente ao amor. As lições nos
propiciavam esses tête-à-tête secretos que o amor anseia. Os livros permaneciam
abertos, mas o amor mais do que nossa leitura era o objeto dos nossos diálogos;
trocávamos mais beijos do que proposições sábias. Minhas mãos voltavam com mais
freqüência a seus seios do que a nossos livros. O amor mais freqüentemente se
buscava nos olhos de um e outro do que a atenção os dirigia sobre o texto”
·
8. Ao mesmo tempo Sibyle, a
criada mais amiga, adoeceu e uma outra serva que a substituíra encontrou uma
carta de Abelardo dirigida a Heloísa, e a entregou a Fulbert, que imediatamente
o expulsou. No entanto isso não foi suficiente para separá-los.
·
9. Heloísa preparou poções para
seu tio dormir e, com a ajuda da criada Sibyle, Abelardo foi conduzido a outro
local, que passou a ser o ponto de encontro dos dois. Uma noite, porém,
alertado por outra criada, Fulbert acabou por descobri-los.
·
10. Heloísa foi espancada, e a
casa passou a ser cuidadosamente vigiada. Mesmo assim o amor dos dois não
diminuiu, e eles continuaram a se encontrar nas cercanias de igrejas, onde
Fulbert julgou erroneamente que a sobrinha ainda podia freqüentar sem
vigilância.
·
11. Heloísa acabou engravidando,
e para evitar escândalo, Abelardo levou-a à aldeia de Pallet, situada no
interior da França. Ali, Abelardo deixou Heloísa aos cuidados de sua irmã e voltou
a Paris, mas não agüentou a solidão que sentia, longe da amada, e resolveu
falar com Fulbert, para pedir seu perdão e a mão de Heloísa em casamento.
Surpreendentemente , Fulbert o perdoou e concordou com o
casamento.
·
12. Ao receber as boas novas,
Heloísa, deixando o filho Astrolábio com a irmã de Abelardo, voltou a Paris,
sentindo, no entanto, um prenúncio de tragédia. Casaram-se no meio da noite, às
pressas, numa pequena ala da Catedral de Notre Dame, sem trocar alianças ou um
beijo diante do sacerdote. (Catedral Notre-Dames – interior)
·
13. O sigilo do casamento não
durou muito, e logo começaram a zombar de Heloísa e da educação que Fulbert
dera a ela. Amargando cólera desde a primeira descoberta sobre os dois, Fulbert
resolveu dar vazão ao desejo de vingança e tomou uma decisão atroz. Contratou
dois carrascos e pagou-os para invadirem o quarto de Abelardo durante a noite e
arrancar-lhe o membro viril.
·
14. Após essa tragédia, Abelardo
e Heloísa jamais voltaram a se falar. Desesperados com o ocorrido, considerando-o
um castigo por sua profanação dos locais sagrados, encontraram como única fuga
o ingresso na vida monástica.
·
15. Ela entrou para o convento de
Santa Maria de Argenteul, só retornando à vida aos poucos, conforme as notícias
de melhora de Abelardo iam surgindo. Para tentar amenizar a dor que sentiam,
passaram a dedicar-se exclusivamente ao trabalho. Viam-se, mas não se falavam;
apenas trocavam cartas.
·
16. Segundo algumas versões,
Heloísa teria dito ao amado, que seria uma freira, mas não por amor a Deus, e
sim para poder vê-lo de quando em
quando. De qualquer forma o fato mais marcante é a força
moral de Heloisa, determinada a não pertencer a qualquer outro homem que não
Abelardo. (Ao lado “O Voto de Heloisa” de Pedro Américo Museu Nacional de Belas
Artes – RJ)
·
17. Sua dedicação é corroborada
por diversas cartas, onde ela confessa amar a Abelardo acima de qualquer coisa
e somente cumprir as obrigações religiosas como prova de amor ao seu amante
terreno, que lhe houvera pedido para entrar em um convento.
·
18. Carta de Heloísa a Abelardo:
“ É certo que quanto maior é a causa da dor, maior se faz a necessidade de para
ela encontrar consolo, e este ninguém pode me dar, além de ti. Tu és a causa de
minha pena, e só tu podes me proporcionar conforto. Só tu tens o poder de me
entristecer, de me fazer feliz ou trazer consolo."
·
19. Carta de Abelardo a Heloísa:
"Fujo para longe de ti, evitando-te como a um inimigo, mas
incessantemente te procuro em meu pensamento. Trago tua imagem em minha memória
e assim me traio e contradigo, eu te odeio, eu te amo."
·
20. Abelardo construiu uma
escola-mosteiro ao lado da escola-convento de Heloísa. Continuaram a ver-se,
sem se falar, apenas trocando cartas apaixonadas. Abelardo morreu com 63 anos.
Heloísa ergueu um grande sepulcro em sua homenagem, e faleceu algum tempo
depois, sendo, por iniciativa de suas alunas, sepultada ao lado de Abelardo.
·
21. Conta-se que, ao abrirem a
sepultura de Abelardo, para ali depositarem Heloísa, encontraram seu corpo
ainda intacto e de braços abertos, como se estivesse aguardando sua chegada.
Até hoje namorados depositam flores frescas no túmulo de Abelardo e Heloisa.
·
22. FORMATAÇÃO: CLAUDIA MADEIRA
ENTRE NO SITE: http://slidescoreoesia.com TEXTO: INTERNET IMAGENS: GOOGLE SOM:
“LIEBESTOD” (MORTE DE AMOR) DE “TRISTÃO E ISOLDA” DE R. WGNER QUEM DESEJAR
RECEBER E-MAILS EM
SUA CAIXA POSTAL ESCREVA PARA [email_address] COLOCANDO EM
ASSUNTO:RECEBER SLIDES
Acesse o site indicado e... Vale a pena!!!
Em 1817 os restos mortais dos dois amantes foram levados para o cemitério do Padre Lachaise.

Sepultura de Abelardo e Heloísa no cemitério do Padre Lachaise

“EM NOME DE DEUS ”
É, sem dúvida, um dos filmes mais lindos e comoventes que eu já assisti e, caso você ainda não tenha
visto, recomendo-o com enorme satisfação.
EM
NOME DE DEUS
Formato: DVD
Especificações Técnicas:
Título original: STEALING HEAVEN
Mídia: DVD
Região: 4
*Brasil,
Austrália, Nova Zelândia, México, América Central, América do Sul
Ano de produção: 1988
País de Produção: Estados Unidos
Gênero: DRAMA
Duração: 115
Sistema: NTSC
Formato de Tela: DVD
Faixa Etária: 16
Idioma Original: INGLES
Legenda: PORTUGUES
|
|


Nenhum comentário:
Postar um comentário