terça-feira, 25 de junho de 2013

AMANTES IMORTAIS



 

Abelardo e Heloisa os amantes imortais  Webinar Transcript


·                                 1. Um dos mais belos túmulos que se encontra no Cemitério Pére Lachaise é o de Pierre Abélard e Héloïse, protagonistas de um trágico romance interrompido na Paris medieval do século XII.

·                                 2. Conhecidos como os amantes imortais, Heloísa e o filósofo Pedro Abelardo foram vítimas da rigidez da época medieval, que proibia o relacionamento entre professor e aluna. Sem conseguirem controlar a paixão que os arrebatou, tornaram-se amantes e seus encontros na fase mais secreta da relação, aconteciam em claustros ou sacristias e adjacências de igrejas, únicos locais que Heloisa podia freqüentar sozinha, a despeito da culpa que o ato de se amarem em solo sagrados lhes provocava.

·                                 3. Antes de se conhecerem, Abelardo havia sido transferido e nomeado professor pela Escola da Catedral de Notre Dame, tornando-se, em pouco tempo, muito conhecido por admirar os filósofos não-cristãos, numa época de forte poder da Igreja Católica. Ainda assim foi o mais ilustre filósofo e teólogo do séc. XII, e escreveu “A Dialética”, obra de Lógica mais influente até o final do séc. XIII em Roma, onde foi usada como manual escolar.

·                                 4. Há versões variadas sobre o primeiro encontro. Segundo alguns, Heloísa, que já ouvira falar sobre Abelardo e se interessava por suas teorias polêmicas, tentou se aproximar dele através de seus conhecidos no meio acadêmico. Segundo outra versão, Abelardo tornou-se amigo do Cônego Fulbert , tio e tutor de Heloísa, que o aceitou como o mais novo professor de sua sobrinha, hospedando-o em sua casa, em troca das aulas noturnas que ele lhe daria.

·                                 5. A despreocupação de Fulbert em relação à convivência dos dois baseava-se no fato de que na época os mestre e educadores eram celibatários e castos. Além disso havia a sagrada lei da hospitalidade que impediria Abelardo de trair a confiança de seu anfitrião. Mas em pouco tempo as aulas passaram a ser ansiosamente aguardadas por ambos e, contando com a confiança de Fulbert, passaram a ficar a sós. Fulbert ia dormir, e a criada retirava-se para o quarto ao lado.

·                                 6. Em alguns meses, conheciam-se bem, e a ânsia de ficarem juntos só aumentava. Um dia Abelardo tirou o cinto que prendia a túnica de Heloísa e os dois se amaram apaixonadamente. A partir desse momento, negligenciaram os estudos, passando a viver em função do amor que sentiam um pelo outro.

·                                 7. Carta de Abelardo a um amigo: “ Sob o pretexto de estudar, entregávamos inteiramente ao amor. As lições nos propiciavam esses tête-à-tête secretos que o amor anseia. Os livros permaneciam abertos, mas o amor mais do que nossa leitura era o objeto dos nossos diálogos; trocávamos mais beijos do que proposições sábias. Minhas mãos voltavam com mais freqüência a seus seios do que a nossos livros. O amor mais freqüentemente se buscava nos olhos de um e outro do que a atenção os dirigia sobre o texto”

·                                 8. Ao mesmo tempo Sibyle, a criada mais amiga, adoeceu e uma outra serva que a substituíra encontrou uma carta de Abelardo dirigida a Heloísa, e a entregou a Fulbert, que imediatamente o expulsou. No entanto isso não foi suficiente para separá-los.

·                                 9. Heloísa preparou poções para seu tio dormir e, com a ajuda da criada Sibyle, Abelardo foi conduzido a outro local, que passou a ser o ponto de encontro dos dois. Uma noite, porém, alertado por outra criada, Fulbert acabou por descobri-los.

·                                 10. Heloísa foi espancada, e a casa passou a ser cuidadosamente vigiada. Mesmo assim o amor dos dois não diminuiu, e eles continuaram a se encontrar nas cercanias de igrejas, onde Fulbert julgou erroneamente que a sobrinha ainda podia freqüentar sem vigilância.

·                                 11. Heloísa acabou engravidando, e para evitar escândalo, Abelardo levou-a à aldeia de Pallet, situada no interior da França. Ali, Abelardo deixou Heloísa aos cuidados de sua irmã e voltou a Paris, mas não agüentou a solidão que sentia, longe da amada, e resolveu falar com Fulbert, para pedir seu perdão e a mão de Heloísa em casamento. Surpreendentemente, Fulbert o perdoou e concordou com o casamento.

·                                 12. Ao receber as boas novas, Heloísa, deixando o filho Astrolábio com a irmã de Abelardo, voltou a Paris, sentindo, no entanto, um prenúncio de tragédia. Casaram-se no meio da noite, às pressas, numa pequena ala da Catedral de Notre Dame, sem trocar alianças ou um beijo diante do sacerdote. (Catedral Notre-Dames – interior)

·                                 13. O sigilo do casamento não durou muito, e logo começaram a zombar de Heloísa e da educação que Fulbert dera a ela. Amargando cólera desde a primeira descoberta sobre os dois, Fulbert resolveu dar vazão ao desejo de vingança e tomou uma decisão atroz. Contratou dois carrascos e pagou-os para invadirem o quarto de Abelardo durante a noite e arrancar-lhe o membro viril.

·                                 14. Após essa tragédia, Abelardo e Heloísa jamais voltaram a se falar. Desesperados com o ocorrido, considerando-o um castigo por sua profanação dos locais sagrados, encontraram como única fuga o ingresso na vida monástica.

·                                 15. Ela entrou para o convento de Santa Maria de Argenteul, só retornando à vida aos poucos, conforme as notícias de melhora de Abelardo iam surgindo. Para tentar amenizar a dor que sentiam, passaram a dedicar-se exclusivamente ao trabalho. Viam-se, mas não se falavam; apenas trocavam cartas.

·                                 16. Segundo algumas versões, Heloísa teria dito ao amado, que seria uma freira, mas não por amor a Deus, e sim para poder vê-lo de quando em quando. De qualquer forma o fato mais marcante é a força moral de Heloisa, determinada a não pertencer a qualquer outro homem que não Abelardo. (Ao lado “O Voto de Heloisa” de Pedro Américo Museu Nacional de Belas Artes – RJ)

·                                 17. Sua dedicação é corroborada por diversas cartas, onde ela confessa amar a Abelardo acima de qualquer coisa e somente cumprir as obrigações religiosas como prova de amor ao seu amante terreno, que lhe houvera pedido para entrar em um convento.

·                                 18. Carta de Heloísa a Abelardo: “ É certo que quanto maior é a causa da dor, maior se faz a necessidade de para ela encontrar consolo, e este ninguém pode me dar, além de ti. Tu és a causa de minha pena, e só tu podes me proporcionar conforto. Só tu tens o poder de me entristecer, de me fazer feliz ou trazer consolo."

·                                 19. Carta de Abelardo a Heloísa: "Fujo para longe de ti, evitando-te como a um inimigo, mas incessantemente te procuro em meu pensamento. Trago tua imagem em minha memória e assim me traio e contradigo, eu te odeio, eu te amo."

·                                 20. Abelardo construiu uma escola-mosteiro ao lado da escola-convento de Heloísa. Continuaram a ver-se, sem se falar, apenas trocando cartas apaixonadas. Abelardo morreu com 63 anos. Heloísa ergueu um grande sepulcro em sua homenagem, e faleceu algum tempo depois, sendo, por iniciativa de suas alunas, sepultada ao lado de Abelardo.

·                                 21. Conta-se que, ao abrirem a sepultura de Abelardo, para ali depositarem Heloísa, encontraram seu corpo ainda intacto e de braços abertos, como se estivesse aguardando sua chegada. Até hoje namorados depositam flores frescas no túmulo de Abelardo e Heloisa.

·                                 22. FORMATAÇÃO: CLAUDIA MADEIRA ENTRE NO SITE: http://slidescoreoesia.com TEXTO: INTERNET IMAGENS: GOOGLE SOM: “LIEBESTOD” (MORTE DE AMOR) DE “TRISTÃO E ISOLDA” DE R. WGNER QUEM DESEJAR RECEBER E-MAILS EM SUA CAIXA POSTAL ESCREVA PARA [email_address] COLOCANDO EM ASSUNTO:RECEBER SLIDES

  Acesse o site indicado e... Vale a pena!!!
 
 Em 1817 os restos mortais dos dois amantes foram levados para o cemitério do Padre Lachaise.
            
          
Sepultura de Abelardo e Heloísa no cemitério do Padre Lachaise

 



 
EM NOME DE DEUS 
 É, sem dúvida, um dos filmes mais lindos e comoventes  que eu já assisti e, caso você ainda não tenha visto, recomendo-o com enorme satisfação.

 

EM NOME DE DEUS


Formato: DVD

Diretor: DONNER, CLIVE

Distribuidora: LW - MICROSERVICE

Especificações Técnicas:


Título original: STEALING HEAVEN

Mídia: DVD

Região: 4

*Brasil, Austrália, Nova Zelândia, México, América Central, América do Sul

Ano de produção: 1988

País de Produção: Estados Unidos

Gênero: DRAMA

Duração: 115

Sistema: NTSC

Formato de Tela: DVD

Faixa Etária: 16

Idioma Original: INGLES

Legenda: PORTUGUES


 
 
 
 




“Deus fingiu não ver”
A seguir, carta de Heloísa para Abelardo.
Eu, infeliz e aflita entre todas as mulheres. Tu levantaste-me ainda mais alto só para aumentar a minha dor na queda. Enquanto entregávamo-nos aos prazeres da luxúria, Deus fingiu não estar vendo, mas depois castigou-nos, e nem mesmo o nosso casamento abrandou a sua cólera. O Maligno sabe até bem demais como usar uma mulher para arruinar um homem. Éramos dois, a pecar, mas só tu tiveste que pagar. Agora eu também sofro. Por tempo demais entreguei-me aos prazeres da carne e este é o justo castigo. Persegue-me a lembrança. Até durante a missa, quando a oração deveria fazer-me sentir mais pura, as lembranças atormentam a minha mente, e em lugar de arrepender-me tenho saudade daquilo que perdi. As pessoas louvam a minha castidade só porque não sabem que no fundo não passo de uma hipócrita. A minha habilidade em fingir consegue enganá-las, mas eu não me curei: penso em ti, te amo, te quero, te desejo, como antes, mais do que antes.
 
 
 
 


Abaixo, carta de Abelardo para Heloísa.

Tu sabes a que baixeza arrastou minha desenfreada concupiscência a nossos corpos. Nem o simples pudor, nem a reverência devida a Deus foram capazes de apartar-me do seio da lascívia, nem mesmo nos dias da Paixão do Senhor ou qualquer outra festa solene.
Mereço a morte e alcanço a vida. Se me chamam, dou as costas. Persisto no crime e sou perdoado contra minha vontade.
 
 

Tu me disseste: “Mas eu sofri por ti”. Não ponho isso em dúvida. Mas eu sofri mais por ti; e isso, mesmo contra a tua vontade. Não por um amor que saíra de ti, mas por coação minha. Não resultou em tua salvação, mas apenas em tua dor. Ele, ao contrário, padeceu porque quis e nos trouxe a salvação. Ele, que com sua paixão cura todas as enfermidades e dissipa toda dor. É nele – te suplico – e não em mim que irás centrar toda tua devoção, toda tua compaixão. Chora a grande injustiça cometida contra um ser tão inocente e não chora a justa vingança da eqüidade sobre mim – e, se quiseres, como já te digo –, a suprema graça que caiu sobre nós dois.
 
 
 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário